O roteirista e diretor Paul Haggis se une a Russel Crowe em filme de fuga da prisão
23 de Dezembro de 2010
The Next Three Days
EUA , 2010 - 122 min.
Drama / Policial / Suspense
Direção:
Paul Haggis
Roteiro:
Paul Haggis
Elenco:
Russel Crowe, Elizabeth Banks,
Liam Neeson, Olivia Wilde
EUA , 2010 - 122 min.
Drama / Policial / Suspense
Direção:
Paul Haggis
Roteiro:
Paul Haggis
Elenco:
Russel Crowe, Elizabeth Banks,
Liam Neeson, Olivia Wilde
Acusada de assassinato, Lara é levada pela polícia enquanto John mal consegue conter o desespero de seu filho de três anos que, assustado com a invasão, só consegue chorar. Julgamentos e apelações depois, John faz de tudo para provar a inocência de sua esposa e criar, com a ajuda de seus pais, o menino enquanto continua lecionando inglês na universidade local.
Quando seu filho está cada vez mais distante, a esperança de Lara esvazia e ela se torna suicida, John parte então para uma atitude igualmente desesperada: vai criar uma forma de tirar sua esposa da prisão, ou morrer tentando.
Fãs da série de TV Prison Break vão poder fazer paralelos com a aventura dos irmãos Michael Scofield e Lincoln Burrows, mas o filme de Haggis é muito mais carregado no suspense do que na aventura. No papel do homem comum que toma atitudes extremas, Russel Crowe vai afundando seu personagem em um estado de depressão e desespero, curvando-o para dentro de si mesmo, procurando formas de agir antes que seja tarde demais.
Usando o que tem à mão, John recorre à internet para aprender a arrombar carros e abrir fechaduras, e consegue conversar com um ex-prisioneiro (Liam Neeson) que escapou inúmeras vezes da prisão e lhe dá dicas do que vai ter de enfrentar. É um caminho sem volta e é preciso estar disposto a empurrar ou até mesmo matar quem está entre o caminho que separa a prisão da liberdade, aprende. É uma missão suicida, que deve ser muito bem planejada e ter até as improvisações friamente calculadas.
A forma como John vai montando seu quebra-cabeças e passa a vê-lo se desmantelando na sua frente pode lembrar outro papel de Crowe, Uma Mente Brilhante, que, embora seja interpretado de forma igualmente envolvente, não possui a mesma profundidade. Os labirintos na mente de John são as rotas de fuga que ele precisa imaginar para conseguir alcançar seu objetivo final.
A troca da dramaticidade do início pela correria do último ato deve prender na cadeira o público esperançoso por um final feliz. Mas a questão sugestionada por Haggis, na verdade, é outra: ao ver o marido se arriscando e colocando em risco sua própria vida e a de seu filho, será que Lara voltará a amá-lo como antes?
