Atuações fracas comprometem filme infantil
07 de Outubro de 2010
Eu e Meu Guarda-Chuva
Brasil , 2010 - 78 min
Infantil
Direção:
Toni Vanzolini
Roteiro:
Adriana Falcão,
Bernardo Guilherme,
Marcelo Gonçalves,
Toni Vanzolini
Elenco:
Lucas Cotrim,
Paola Oliveira,
Daniel Dantas, Victor Froiman,
Rafaela Victor
Brasil , 2010 - 78 min
Infantil
Direção:
Toni Vanzolini
Roteiro:
Adriana Falcão,
Bernardo Guilherme,
Marcelo Gonçalves,
Toni Vanzolini
Elenco:
Lucas Cotrim,
Paola Oliveira,
Daniel Dantas, Victor Froiman,
Rafaela Victor
Não é o caso de Eu e Meu Guarda-Chuva (2010). Em diversos momentos do filme o texto sai declamado das bocas dos jovens atores, puxando o público de volta para a realidade de que estamos sentados em uma sala escura vendo imagens sendo exibidas em um telão a 24 quadros por segundo. Não há espontaneidade nem realismo em muitas das cenas que estamos vendo ali - e obviamente não estou falando do realismo da história, que é uma fantasia, que vai da lenda urbana ao sonho.
A saber, a trama mostra três amigos - Eugênio (Lucas Cotrim), Frida (Rafaela Victor) e Cebola (Victor Froiman) - no seu último dia de férias. Pior: além de voltar às aulas na manhã seguinte, os três amigos vão começar em um novo colégio. E lá, dizem, é um lugar assombrado pelo fantasma do fundador da escola, o Barão Von Staffen (Daniel Dantas), que adorava fazer perguntas aos alunos e deixar de castigo os que errassem a resposta. Até que um dia ele encontrou pela frente um aluno tão ruim e que errou tantas perguntas que o barão acabou surtando e morrendo. Mas seu fantasma continua por ali e ainda faz suas perguntas aos alunos que cruzam o seu caminho, levando para sabe-se-lá-onde os que erram.
Movidos por um espírito aventuresco, os três resolvem invadir o novo colégio e pixá-lo, para ganhar o respeito dos outros alunos já no primeiro dia de aula. O plano, porém, não sai como planejado e os amigos acabam conhecendo muito mais do que os longos corredores do lugar.
O roteiro, adaptado de livro escrito por Branco Mello, Hugo Possolo e Ciro Pessoa, é cheio de situações interessantes e reviravoltas que devem prender a atenção das crianças - e até dos adultos. Toca-se, por exemplo, nas inseguranças da puberdade, da vontade de tentar o primeiro beijo e não ser correspondido e do já citado medo de começar em um lugar onde você não conhece ninguém e ninguém te conhece. Mas nem isso compensa as derrapadas da falta de emoção das lutas (custava ensaiar uma coreografia menos Trapalhões?), do humor muitas vezes sem-graça e da falta de emoção de um final mais climático. O resultado final fica parecendo um episódio antigo do Scooby-Doo... sem o desmascaramento de que o fantasma na verdade era o mordomo. E desta vez nem dá para sair gritando "teria dado certo, se não fossem essas crianças e esse maldito cachorro!".
