Zac Efron tenta desafiar-se como ator, mas falha lindamente
13 de Janeiro de 2011
Charlie St. Cloud
EUA, Canadá , 2010 - 99 min
Drama
Direção:
Burr Steers
Roteiro:
Craig Pearce e Lewis Colick
Elenco:
Zac Efron, Charlie Tahan, Amanda Crew,
Kim Basinger, Ray Liotta,
EUA, Canadá , 2010 - 99 min
Drama
Direção:
Burr Steers
Roteiro:
Craig Pearce e Lewis Colick
Elenco:
Zac Efron, Charlie Tahan, Amanda Crew,
Kim Basinger, Ray Liotta,
A trama de A Morte e a Vida de Charlie ofereceria o desafio de interpretar um personagem que precisa lidar com a morte - mas de maneira leve, sem alienar sua plateia cativa da censura 12 anos. O problema é que Efron não consegue entregar a dor necessária. A todo momento, fica nítido que o personagem, sua personalidade de irmão bondoso e seus sentimentos não são reais. A todo momento, vislumbramos Zac Efron onde Charlie St. Cloud deveria estar.
A ineptitude para atuação não é ajudada pelo roteiro, nada imersivo e levemente espírita. Na trama, Charlie St. Cloud e seu irmão Sam (Charlie Tahan) sofrem um fatal acidente de carro. Charlie consegue ser ressucitado pelo paramédico. Já Sam, não tem a mesma sorte. No entanto, a volta dos mortos parece ter-lhe dado a habilidade de conversar com os mortos, e ele passa a encontrar-se todos os dias com o irmão.
O problema é quando o espírito de Sam interfere em suas chances com Tess, vivida por Amanda Crew, com quem Efron forma um belo casal sem química. A relação com ela também é pautada por subtexto espírita, que não será detalhada para evitar spoilers. O desejo de ficar com Tess leva Charlie a perceber que precisa aceitar a perda. E, novamente, somos obrigados a assistir a uma atuação vazia. Um vazio bonitinho e de uma barriga tanquinho, claro, mas ainda assim um vazio.
