Nem produção-executiva de James Cameron salva filme sobre mergulhadores de morrer na praia
03 de Fevereiro de 2011
Sanctum
EUA, Austrália , 2010
- 109 min.
Ação / Aventura / Suspense
Direção:
Alister Grierson
Roteiro:
Andrew Wight, John Garvin
Elenco:
Richard Roxburgh,
Rhys Wakefield,
Ioan Gruffudd, Alice Parkinson
EUA, Austrália , 2010
- 109 min.
Ação / Aventura / Suspense
Direção:
Alister Grierson
Roteiro:
Andrew Wight, John Garvin
Elenco:
Richard Roxburgh,
Rhys Wakefield,
Ioan Gruffudd, Alice Parkinson
Santuário 3D (Sanctum) é o novo projeto de James Cameron. Porém, o autodeclamado rei do mundo assina aqui apenas a produção executiva. E isso já faz diferença. Além de ser genial na busca de novas tecnologias, Cameron sabe contar uma história. O mesmo não se pode dizer de Alister Grierson, o diretor de Santuário.
O longa-metragem carrega a telona (no Brasil estarão disponíveis cópias 2D, 3D e IMAX 3D) de imagens lindas. Um passeio de helicóptero por florestas e rios termina em um buraco enorme que leva a uma caverna subaquática cheia de túneis onde homem algum jamais esteve. Lá embaixo está a equipe de Frank (Richard Roxburgh), experiente mergulhador e espeleólogo. Descendo pelas cordas vão o filho do renomado pesquisador, Josh (Rhys Wakefield), o financiador da expedição, o bilionário Carl Hurley (Ioan Gruffudd), e a namorada para quem ele não cansa de se mostrar, Victoria (Alice Parkinson).
Tudo realmente muito vistoso, mas a história não tem a mesma profundidade das cavernas exploradas pela equipe. Na verdade, ela é rasa a ponto de não permitir uma formiga de mergulhar ali. Tudo é previsível, da tempestade tropical que chega antes da hora e fecha a porta de entrada/saída, às mortes que vão levando um a um os membros da equipe.
Se por um lado Grierson consegue criar bons momentos de tensão nas cenas de mergulho e maior desespero, fica difícil elogiar o seu trabalho como diretor de atores. A disputa do pai durão contra o filho irresponsável gera cenas que beiram a mediocridade, principalmente quando a câmera se enterra no rosto de Rhys Wakefield, que faz um péssimo adolescente revoltado por ter sido deixado de lado pelo pai. Outra careteira é Alice Parkinson e nem o ex-Reed Richards Ioan Gruffuld escapa do troféu William Shatner de canastrice.
Sabendo da importância da grife James Cameron, as empresas responsáveis pela distribuição do filme ao redor do mundo colocam o nome do cineasta acima até do título do projeto. Mas nem isso, nem a turnê promocional que Cameron está fazendo ao lado de Grierson e o corroteirista Andrew Wight são suficientes para salvar o filme de um afogamento iminente. Um lindo afogamento em 3D, vale dizer.
