Aparente bizarrice da história de amor entre lésbica mostra universalidade dos relacionamentos
04 de Novembro de 2010
Brasil , 2010
Comédia / Romance
Direção:
Marcelo Laffitte
Roteiro:
Marcelo Laffitte
Elenco:
Simone Spoladore, Ígor Cotrim,
Sérgio Bezerra, Maitê Proença,
Buza Ferraz, José Wilker
Comédia / Romance
Direção:
Marcelo Laffitte
Roteiro:
Marcelo Laffitte
Elenco:
Simone Spoladore, Ígor Cotrim,
Sérgio Bezerra, Maitê Proença,
Buza Ferraz, José Wilker
Sua primeira tarefa como motogirl é uma entrega para Madona. Ela encontra a travesti chorando no chão da sala, pois teve todo o dinheiro que economizou na vida roubado por João Tripé (Sérgio Bezerra), bandido com quem tinha um conturbado caso amoroso. Depois desse primeiro contato, não demora para que se apaixonem uma pela outra.
O mais interessante da comédia romântica transviada Elvis e Madona (2010) é que, apesar do casal que foge ao normal (mas o que é o normal mesmo?), vemos expostos na tela os problemas universais de qualquer relacionamento, como o medo de entregar ao outro e amar, simplesmente. E, por baixo de toda a construção social trocada de gênero, Elvis e Madona nada mais é que uma história de amor entre um homem e uma mulher.
No entanto, o diretor Marcelo Laffitte pesa a mão nas situações cômicas, cruzando a linha do escracho. E, enquanto isso funciona para os personagens de Maitê Proença e José Wilker, que fazem participação especial no longa, prejudica os personagens protagonistas em algumas cenas, que pedem mais seriedade.
Outro fator que prejudica Elvis e Madona é o tempo de espera entre filmagens e lançamento, que acabou deixando a produção datada, uma vez que a história retrata um momento específico desta primeira década dos anos 2000. Este demérito, no entanto, não é do filme em si, mas uma característica do cinema brasileiro, que tem na distribuição o seu principal gargalo hoje. Assim, aos abertos à temática gay e dispostos a relevar as deficiências da produção cinematográfica nacional, a comédia pode render boas risadas.
