Mais um filme de transplante que gera loucura
21 de Outubro de 2010
Tell-Tale
EUA, Reino Unido , 2010
92 min.
Suspense
Direção:
Michael Cuesta
Roteiro:
Dave Callaham
Elenco:
Josh Lucas, Lena Headey,
Brian Cox
EUA, Reino Unido , 2010
92 min.
Suspense
Direção:
Michael Cuesta
Roteiro:
Dave Callaham
Elenco:
Josh Lucas, Lena Headey,
Brian Cox
Não dá, portanto, para esperar algo criativo. E na procura por diferenciais sobram poucos argumentos. O elenco tem como protagonista Josh Lucas. Ele é Terry Bernard, um cara que arruma computadores, viúvo que cuida sozinho da sua filha, que tem uma doença degenerativa incurável. Ah e um problema no coração, que o levou à lista de receptores. Seu único momento feliz da semana é quando leva a filha ao hospital e encontra a médica da menina, a linda e solteira Dra. Elizabeth Clemson (Lena Headey).
Sua sorte começou a mudar quando um casal é assaltado à noite e ambos acabam morrendo, sobrando para ele o coração da vítima. Mas como estamos falando de um thriller, o assassinato dos dois é visto através de flashbacks, com vislumbres parciais do que estava acontecendo. Durante a sua recuperação, Terry também começa a ter essas visões e surgem dúvidas sobre o sucesso da operação e, depois, de sua própria sanidade.
Com o tempo, ele vai descobrindo que seu coração virou um "radar" que apita quando está perto de um dos assassinos e o leva a cometer atos que ele não cometeria. Começa então a investigação e neste ponto entra na história o detetive Van Doren (Brian Cox), que está envolvido no caso por motivos pessoais.
Todo escuro, o filme não traz grandes novidades do ponto de vista estético, narrativo ou de atuação. Mas depois que a história trilha para um caminho óbvio e que acaba se desenrolando há lá no final uma faísca de brilhantismo, uma fagulha incapaz de acender o filme, mas que pelo menos serve de consolo depois de tanto tempo perdido.
